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Falar do que se gosta é simples, mas não é fácil. Por mais vontade que possamos ter em partilhar o que de melhor temos dentro, fica sempre aquela régia de receio do que possam dizer, pensar, ou fazer. Esta consciência trava-nos a criatividade, limita a produção, desperta o receio, e desenvolve o medo. O medo da exposição.
Falo disto com alguma naturalidade, porque foram estágio que, em tempo, experiênciei. Sei exatamente o que se sente, a dificuldade que é dar a volta por cima, e continuar a seguir os nossos sonhos como se nada fosse. O problema é que “tudo é“!
Esta partilha de pensamento, feita em jeito de artigo “mal acabado”, serve 2 propósitos:
– Mostrar o processo pelo qual passei para que vejas que não és um caso isolado;
– Fazer uma das minhas actividades favoritas – Escrever!
Neste contexto quero que saibas que sempre quiz ser escritor. Poucos (muito poucos) sabiam disto até hoje. O livro que lancei em 2015, e ou outro que conclui em 2016 foram o resultado de um sonho com 2 décadas.
Eu não fazia a minima ideia do que iria escrever, nem de que forma. Não tinha uma mensagem para o mundo, nem sabia de que maneira a conseguiria. Nunca tinha lido um livro na vida, e a Português era um aluno com fracas prestações. Só tinha a certeza de que um dia (sem saber qual) iria ser escritor, e as pessoas pagariam para ouvir a minha mensagem transformadora.
Hoje, e depois de percorridas 4 décadas de existência, penso que essa vontade estava relacionada com a minha falta de motivação para estudar. Eu sentia que dificilmente conseguiria uma formação académica de forma ganhar uma profissão que deixasse transparecer o meu status a uma sociedade que vive disso. Ser escritor poderia ser uma boa alternativa, uma vez que, mesmo sem grandes formações académicas, me poderia tornar num autor de renome, como era o caso do Saramago.
Exemplos não me faltavam, e motivações para seguir esse sonho também não, o único (e grande) problema era passar essa ideia a quem mais perto de mim estava nessa altura – os meus pais.
Para teres uma ideia, o meu desempenho escolar já era motivo de chacota numa familia de doutores, professores, e engenheiros. Todos pareciam ter nascido para o sucesso profissional menos eu. O mais estranho era que isso pouco ou nada me incomodava. Eu Sabia que tinha uma mensagem para o mundo, só não sabia qual, nem onde recolhe-la …
Hoje estou aqui. Duas décadas depois de ter descoberto esse sonho – ser escritor.
Tenho um blogue onde com regularidade coloco os meus artigos mais íntimos (como este que estou a partilhar contigo), e tenho centenas de seguidores que comentam as minhas mensagem nas redes sociais como se precisassem delas para as suas vidas terem mais sentido, significado, e melhores resultados.
Imagina, nem que seja por breves instantes, se eu não tivesse seguido o meu coração …
Imagina se tivesse dado ouvidos aos meus pais, por exemplo (que só querem o melhor para nós), e arranjasse um emprego “estável”, num banco ou numa câmara…
Consegues ficar com uma ideia das centenas de pessoas que, podendo estar a passar por períodos complexos da suas vidas, deixariam de ter aqueles 5 minutos diários para se poderem inspirar e carregar baterias para aguentar mais umas horas?
Quando dás voz ao teu coração, e identificas a tua missão de vida, percebes que não tem nada a ver contigo. Percebes que existe uma audiência desejosa, e com necessidade de te conhecer. Entendes que deves iniciar o teu processo de desenvolvimento pessoal para que, através das tuas acções, consigas impactar a vida dessa “malta”.
Esper que esta partilha faça sentido para ti.
Gostava de ler os teu comentários, e que outros temas gostarias de ver abordados.