Reading time: 11 minutes
Atenção, preciso que dediques alguns minutos do teu tempo, cerca de 3, para, caso tenhas tido alguma vez a ideia de escrever um livro, ou algo semelhante, podes concretizá-la com a ajuda deste breve, simples, e eficiente manual de procedimentos, sobre como o deves fazer.
Aproveito para te pedir que, caso aches que este conteúdo pode beneficiar mais alguém, o partilhes!
O dia já vais longo, mas a paixão pela escrita fala mais alto. Adoro escrever – Mesmo! Percebi à alguns anos que sou um apaixonado por tudo o que envolva comunicação. Sendo a escrita uma das mais antigas, eficazes, e bonitas formas de passarmos uma mensagem, esta minha partilha, serve 2 propósitos:
– O meu alimento diário;
– Facilitar o caminho a todos os escritores e escritoras que por aí andam à espera de se transformarem em autores/as.
Como escreveres o teu livro, em 12 passos:
1º – Vou falar do quê?
Definir o assunto do teu livro é extremamente importante. Neste passo, ainda que seja o primeiro dos 12, deve ser cautelosamente executado, uma vez que uma obra literária não nasce da noite para o dia.
Quando escrevi o meu primeiro livro, durante todo o processo e para além de amar de coração escrever, desfrutei de cada momento. Cada palavra que compõe cada frase, e que descreve as ideias que montam os “filmes” que se passam dentro da minha cabeça, só fazem sentido para os nossos leitores quando estamos totalmente enquadrados com a mensagem que partilhamos. Por isso é tão importante escolheres um tema que, não só domines na perfeição, como o sintas de coração.
As pessoas só conseguem sentir o que escreves, se antes forem sentidas as palavras que colocas no papel.
2º – Quantas páginas vai ter o meu livro?
Ainda que pareça absurda esta questão, é determinante para o nosso cérebro perceber quando vai acabar. A nossa tranquilidade passa a ser diferente, quantos mais pormenores e detalhes de informação fornecermos á nossa mente. Isto funciona como se fosse uma viagem de familia que decidimos fazer. Não basta dizer “vou viajar com a minha familia de carro por aí!” Temos que saber a que dia e hora partimos, que destinos visitamos, onde pernoitamos, quantos dias vamos estar fora, e em que dia regressamos. Aumentamos desta forma a probabilidade de sucesso da nossa viagem.
Uma boa dica, ainda que nem faças ideia do numero de páginas que vais ter na tua obra, é que encontres um equilíbrio que seja exequível e credível para ti.
3º – Escrevendo o meu índice!
Podendo ser interpretada como a ultima coisa a ser feita depois de concluído o livro, este passo serve, para além de indicador de conteúdo para o leitor, de organizador de ideias tornando-as mais claras, simples, e objetivas para quem escreve.
Para os mais amadores nestas andanças, que, não tendo ainda uma ideia muito clara do conteúdo que vai ser partilhado, não desmotivem! A grande dica que pode desbloquear esta fase, é centrarem-se no vosso tema, e dele extraírem sub-temas que gostassem de aprofundar um pouco melhor, detalhando toda essa informação.
4º – A quem é que eu gostava de dedicar este livro?
Esta é mais uma “vitamina” para o teu cérebro!
De duplo entendimento, esta parte, funciona como mensagem de agradecimento e reconhecimento por alguém que estimas e que, desta vez, vai ter o seu merecido destaque, mas também como motivação para que, quando te faltarem as palavras, as ideias, e a vontade de continuar, te lembres dessa pessoa, e de que maneira a farias feliz quando visse o seu nome no teu livro.
5º – Quanto tempo por dia vou dedicar a este sonho?
Sendo esta uma das partes mais difíceis de cumprir, pela grande dose de disciplina que requer, é de extrema importância que se defina.
Com estranhas semelhanças a uma prova de atletismo feita por um grupo de amadores, costumamos dedicar inicialmente grandes quantidade de tempo e energia ao nosso sonho, e até aqui tudo bem. O problema começa quando nos começamos a “cansar” do que estamos a fazer, e aquilo que nos dava prazer rapidamente se transforma em trabalho árduo.
A regra que devemos aplicar a este passo caso o queiramos superar com sucesso é transversal a qualquer área da nossa vida e tem a ver com consistência. É melhor sermos consistentes do que “super produtivos“.
Durante estes meus anos de “empreendedor entusiasmado”, como eu gosto de lhe chamar, deparei-me com centenas de pessoas cheias de ideias e de vontade de darem forma aos seus sonhos, iniciando nalguns casos o seu processo de concretização, sem saberem de antemão quanto tempo seria necessário para começarem a ver os resultados desejados.
6º – Quais as fontes que podem ajudar?
É bom que fique claro que, a tua tarefa fica bem mais facilitada quando aceitas que estás neste mundo com o objetivo de recolheres e partilhares informação.
Vejo com regularidade pessoas que ficam frustadas quando, depois de se formarem nas suas áreas, recolherem todo o conteúdo do mundo, e ficarem especialistas no que fazem, não “inventaram” nada de novo que possa servir de utilidade a alguém…
Na verdade, tudo o que existe já foi um dia criado por alguém. Ainda assim, a tudo o que existe, podemos acrescentar o nosso toque pessoal, e passar para os outros da forma como interpretámos. Seja um livro, uma formação, um quadro, uma palestra, o que for! Este artigo, por exemplo, embora não tenha sido copiado em parte nenhuma, teve a influencia e motivação de variadíssimas fontes. É claro que o resultado final é meu, e todas as conclusões que aqui partilho formam as que cheguei durante estes anos.
Por isso este passo é de extrema importância, porque vai chegar a altura em que necessitas de mais e melhor conteúdo para partilhares com a tua audiência, porque aquilo que sabes, já eles também sabem. É aqui que entram as tuas fontes de conhecimento.
Este exercício, quando feito no Início da tua escrita, tranquiliza a tua mente com a sensação de que terás sempre as “costas quentes”, e como resultado desta tranquilidade, vais conseguir com as tuas ideias fluam de maneira mais natural, sem grandes “stresses”.
7º Qual a data prevista para terminar?
Tal como no passo 2, em que determinas quantas páginas vai ter o teu livro, também aqui deves ter uma data de finalização da tua obra. Mesmo que possa “derrapar”, e não consigas concluir dentro do tempo previsto, esta passo aumenta o compromisso da conclusão, fornecendo-te doses de motivação intercaladas com disciplina de forma a que não te desvies do teu objetivo final.
No meu caso assumi um compromisso ainda maior ao partilhar essa data com a minha editora, e alguns amigos próximos que acompanhavam o meu trabalho no mercado digital. Ou seja, tornei a conquista pública!
Sempre que fazemos este exercício, seja ele para escrever um livro, construir uma casa, ou até mesmo marcar umas simples férias num resort de luxo para o ano que vem, sabendo á partida que a nossa condição financeira nem chega para 3 dias a pernoitar no parque de campismo mais próximo ….
8º O plano faz parte do processo!
Esquecemo-nos muitas vezes que o processo se inicia quando planeamos detalhadamente o que vamos fazer, mesmo que não façamos a minima ideia de como o vamos fazer.
Este registo serve de guia para que todas as nossas acções se sintam “balizadas” e integradas.
Como se fosse um Script. Neste preciso momento, enquanto escrevo de forma deliciosa este artigo, tenho ao meu lado um script que, juntamente com a minha agenda, me acompanha para tudo quanto é lado!
Para além de importante, é imperioso que façamos este registo.
Ele deve ser feito sempre que uma tarefa importante se avizinha. No caso de escrever um livro, esse script deve ser executado.
9º Com quem vou partilhar que iniciei a minha obra?
Assim como a partilha das conquistas é importante, porque nos sentimos bem com o reconhecimento alheio, também os nossos planos devem ser comunicados aos outros.
Poderás estar a pensar: “Então mas o que é os outros tem que ver com a minha vida?”
E a resposta é “Nada”! Mas o simples facto de partilhares o que te propões a fazer com um numero significativo de pessoas, vai aumentar o teu compromisso com a execução das tarefas necessárias que dão vida à tua obra. Deixa de ser apenas um desafio teu, passando a ser um desafio que assumiste publicamente.
10º Que significado tem este livro para mim?
Será que esta obra faz parte do meu sonho? Ou será que é mais um daqueles objetivos que quero alcançar só porque quero dar uma satisfação á sociedade e aos meus pais que, até certo ponto, pensariam que eu is ser alguém na vida?
Que peso tem este livro na minha vida? Como me sinto cada vez que penso nele?
Estas e outras tantas como estas perguntas devem seer respondidas “sem travões”! Do, e com o coração.
Se não tiveres um motivo forte que te faça dar aquele “extra”, quando todos já estão a dormir, ou estão ainda a dormir, dificilmente lhe conseguirás dar vida.
Escrever um livro, é como qualquer outra tarefa na vida que saia um pouco da normalidade dos procedimentos. A não ser que sejas pago por isso, é preciso gostar muito de escrever para que a nossa obra ganhe vida.
11º Como é que se vai chamar?
Esta parece a parte mais simples e, normalmente, uma das primeiras a ser executada. Aliás, normalmente o conteúdo da obra anda em torno do título. Não é muito comum vermos titulo que pouco ou nada tem a ver com o seu conteúdo. Eu conheço alguns.
Pessoalmente gosto de definir o titulo da obra no inicio. Assim, cada vez que me lembro que estou a escrever um livro, lembro-me também do seu nome, e sou evadido por uma agradável sensação de bem estar como se o livro já estivesse concluído. É realmente muito bom.
12º Socorro! Preciso de mais ideias!
Uma das melhoras formas que conheço para aproveitar as ideias que me chegam quando eu não estou a escrever é anota-las em qualquer parte. Seja no telemóvel, num guardanapo de papel, num gravador de bolso (muito utilizado por mim nos meus tempo de comercial), ou numa agenda – a minha preferida.
Nunca saio de casa se levar comigo a minha agenda, um caderno de capas rijas de apoio e uma caneta. Este é o meu “kit básico de sobrevivência literária (KBSL)”. Não tenho dedos nas mão para contar o numero de vezes que, estando afastado do meu computador ou tablet, tive de recorrer ao meu KBSL e anotar uma ideia fresquinha acabada de chegar!
Hoje tens a tarefa mais simplificada, uma vez que qualquer telemóvel, mesmo o mais básico, já trás nas suas aplicações um bloco de notas. Fica simples de registar tudo aquilo que considerares uma boa ideia.
Depois, é uma questão de prática, e muito treino – como em tudo na vida.
12º A – Esta é de bónus!
Acção! Não esperes ficar prefeito para começares, pois só vais ficar bom depois de iniciares o teu processo de escrita. Assim como nunca vais conseguir melhorar nada que nunca tenhas iniciado! Tudo isto é verdade e funciona.
Agora é a tua vez de fazer o trabalho!
Anota tudo aquilo que fez sentido para ti nesta partilha, e índia de imediato a escrita do teu tão aguardado livro.
Espero que tenhas gostado do artigo. Gostava de ler os teus comentários e, caso seja esse o caso, de te poder ajudar mais de perto, de uma forma mais personalizada, se assim o entenderes.
Seja como for, o importante é que desfrutes com todo este processo.
