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Este artigo, a titulo de resumo alargado, sobre os meus últimos feitos reunidos nestas 4 décadas de vida, tem como objetivo motivar-te a fazeres a tua parte. Podendo parecer um pouco estranha, admito, a forma como começo, sei, porque já passei pelo mesmo processo, mais do que uma vez, que não é fácil perseguir um sonho e, continuar a fazer o que tem de ser feito, ano após ano, por vezes sem grande vontade, motivação, e paciência (nalguns casos chamamos de pachorra).
Posto isto, e porque sei que grande parte do teu sucesso, neste percurso chamado vida, vem da inspiração que recolhes em pessoas, vídeos, e artigos como este que aqui te trago, achei por bem relata-lo na primeira pessoa para que sintas que tudo o que aqui te escrevo já fez, ou faz, parte do meu processo de desenvolvimento pessoal.
A minha vida divide-se em 2 fases, antes dos 20 e depois dos 20, e tem 3 momentos que merecem ser destacados:
– Quando conheci a minha mulher à cerca de 20 anos atrás;
– O nascimento da minha filha Marta;
– O nascimento da minha filha Maria.
Vou-te contar um pouco de cada momento para que ganhes um melhor enquadramento contextual de como cheguei até aqui…
A minha vida divide-se, como te disse em cima, em duas fases, antes dos 20, e depois dos 20.
Antes dos 20 anos, nem encontro grandes feitos que mereçam destaque. Não fazia a minima ideia do que queria da vida. Andava na escola, literalmente por ver andar os outros. Fazia o que me diziam para fazer, e não o que gostava. Limitava-me a acordar 5 minutos antes do toque de entrada, com muito pouco (ou quase nenhum) entusiasmo, para chegar 15 minutos atrasado às aulas. Frequentei alguns desportos porque via outros frequentarem, pensando que era uma boa forma de ocupar o tempo, e de os meus pais não me atormentarem a cabeça pelos fracos resultados escolares. Enfim, exista, simplesmente.
Depois dos 20, altura em que conheci a minha mulher, e depois de me ter cruzado com um livro na montra de uma livraria local ( As chaves para o sucesso, do conhecido autor Napoleon Hill), tive uma tomada de consciência. Senti uma tranquilidade estranha mesmo sem ter ainda começado a ler o livro que acabara de comprar. Era como se tivesse na posse de informação que, assim que a recolhesse e aplicasse à minha vida, os meus resultados nunca mais voltariam a ser os mesmos – e estava certo!
Uma vez ouvi uma frase que dizia assim, “Quando damos ao nosso cérebro informações novas, ele expande. E uma mente que expande nunca mais volta ao seu tamanho original“.
A leitura desse livro não foi fácil, ainda não tinha cultivado o hábito que me traria o gosto pela leitura. Mas foi o inicio de um processo que me transformou na pessoa que sou hoje.
Foi neste período que conheci a Fernanda, minha mulher e fiel companheira à quase 20 anos (19 para ser mais exato). Estamos longe de ser um casal perfeito e, verdade seja dita, não acreditamos na perfeição, muito menos entre casais. Acreditamos que existem pessoas que, depois de se conhecerem e decidirem abraçar o desafio de viver uma vida a 2, com a ideia de se multiplicarem e repartirem o seu espaço pelos rebentos que queriam trazer ao mundo, estão dispostas a aceitar os desequilíbrios que a inexperiência da imaturidade, do relacionamento, das interações familiares, da exposição social, do trabalho, e de tantos outros desafios que, por terem iniciado um novo processo de vida, lhes vai ser apresentando gradualmente e, por vezes, de forma menos simpática.
Sempre desejei ter filhos. Mais do que 1 (três, para ser sincero). O nascimento da minha filha Marta veio marcar mais uma vez este meu livro de vida, com um capitulo muito interessante – a necessidade de deixar um legado.
Eu já tinha lido em livros, e ouvido nas formações e palestras que, com regularidade frequento, da importância de deixar um legado. Algo que possa ser seguido por quem cá fica, e se possa identificar com ele. Mas quando nasce o teu primeiro filho, esse objetivo passa a necessidade, e todos os teus passos são dados em torno do legado que queres cá deixar.
Ficou clara a necessidade de preparar um filho para o mundo, em vez de preparar um mundo para o filho.
Foi nesta altura que percebi que queria ser um pai presente a 100%. Participar em todas as actividades e momentos importantes da vida da minha filha estava no topo da lista das minhas prioridades.
Arranjar uma actividade que me permitisse essa liberdade, enquanto me sustentava financeiramente para que não faltasse nada, foi um dos meus grande desafios. Eu tinha que trabalhar em casa (se possível), e com um negócio ou projecto em regime de free lancer (sem patrões nem empregados), de forma a que, sempre que existisse alguma actividade na escola da Marta, aberta aos pais, eu pudesse dizer “Presente!”, sem ter que estar a pedir a patrões, ou a meter dias de férias, para participar.
Os primeiros 2 anos do nascimento da Marta, altura em que ainda tinha a empresa a dar já os seus primeiros sinais de dificuldade, tentei repartir a minha presença no exterior, com algumas visitas semanais (intercaladas) ao escritório que ficava a 50 Km da minha casa (São Brás de Alportel), com a minha estadia em casa. Saía cedo para regressar o quanto antes. Eu queria mesmo era poder estar perto e não perder nenhum minuto da criação da Marta. Sei que pode até parecer estranho este desejo, uma vez que o que ouvimos a maior parte dos pais dizerem que tem de trabalhar para poderem sustentar a familia, e é por isso que deixam os seus filhos em amas, infantários, e outros locais que possam ajudar a criar as crianças na sua ausência – na ausência das pessoas mais importantes na vida de uma criança.
Até que em 2010, e depois da empresa não conseguir aguentar mais a severe crise que estava a atravessar, entrou em insolvência. Apesar do processo complexo, doloroso, desgastante, e preocupante que uma situação desta natureza provoca, eu senti uma tranquilidade estranha. Como se depois dessa tempestade que estava a atravessar, estivesse a solução para aquilo que eu tanto desejei na minha vida.
Neste momento lembrei-me de uma história que ouvira em tempo e que, pela lição que me transmitiu na altura, merece ser aqui partilhada:
Conta a lenda que um dia num longínquo bosque caminhavam um mestre com o seu aluno e, quando se preparavam para procurar um sitio para pernoitar, repararam numa pequena aldeia que ficava a pouco metros do local onde se encontravam. Quando se dirigiam para lá, viram uma pequena casa com luz no exterior, e resolveram bater à porta na esperança de poderem encontrar alguém que os ajudasse a encontrar um espaço para dormir.
“- Boa noite. Eu e o meu aluno caminhamos à dias aqui pelo bosque e estamos exaustos. Queríamos saber se nos pode ajudar a encontrar um sitio onde possamos passar a noite e recarregar baterias para amanhã cedinho retomarmos a nossa caminhada?” – Perguntou o mestre ao dono da casa que veio abrir a porta assim que ele bateu.
“- Olá boa noite, e sejam muito bem vindos á nossa aldeia! O meu nome é Joaquim, e sou um dos moradores mais “entusiasmados” desta aldeia! Podem e devem passar a noite aqui connosco!” – Disse Joaquim enquanto olhava para a sua mulher e filha que, com cara de espanto, e ao mesmo tempo aceitação, assistiam à conversa do pai com os forasteiros.
Os 2 homens entraram e Joaquim ajudou a sua mulher a preparar uma deliciosa comida para oferecer aos seus novos amigos.
“- Comam! Que amanhã aguarda-vos um longo, caloroso e desgastante dia pela frente!
Enquanto todos comiam, o mestre quis saber um pouco mais da aldeia e de que forma os seus habitantes tabalhavam para ganhar a vida, uma vez que a aldeia, apesar de muito simpática e com espaços verdes e de lazer muito interessantes, era muito pequena e estava bastante envelhecida.
O Joaquim explicou aos 2 que naquela aldeia existia uma vaca que, apesar de muito velha, dava-hes diariamente 40 litros de leite por dia. Parte desse leite era utilizado para fabricar queijos, e a outra parte para beber. Além disso todos os habitantes da aldeia tinha uma horta no quintal das suas casas onde plantavam e colhiam as verduras mais essenciais à nossa alimentação.
E assim foram conversando os 4 até que se deixaram dormir …
No outro dia de madrugada, quando o resto da aldeia Ainda dormia profundamente, o mestre e o seu aluno acordaram para retomarem a caminhada, mas antes o mestre queria fazer uma coisa com o seu discípulo que, segundo ele, marcaria a vida daquele povo para sempre.
“- Estás a ver aquela vaca?”
Perguntou o mestre ao discípulo enquanto a fixava mesmo à sua frente.
“- Vais empurra-la daquele penhasco.”
O discípulo, assustado, mas sem coragem de enfrentar as ordens do mestre, dirigiu-se para o animal e, como muito custo e repleto de admiração, obedeceu ao seu mestre.
No mesmo minuto, os 2 seguiram viagem pela floresta quando a noite começava a dar os primeiros sinais de querer amanhecer.
Passado um ano, o mestre e seu discípulo, desta vez já “graduado”, quiseram fazer uma visita à aldeia para perceberem como tinham sobrevivido à perda de um animal que era parte do seu sustento diário.
Assim que chegam ao local, deparam-se com uma moradia bem diferente da casinha de madeira que os acolhera no ano anterior.
O mestre, com o seu discípulo meio comprometido pela barbaridade que tinha feito àquele povo, dirigiram-se para a porta da moradia fazendo tocar um sono de bronze que se encontrava à entrada.
O mesmo senhor que no passado ano os acolhera, chega com o seu característico entusiasmo e, reconhecendo de imediato os 2 forasteiros, manda-os entrar sem lhes perguntar nada. Como se esperasse a inesperada visita!
O mestre, visivelmente feliz com a recepção e com o “up grade” que encontrou em toda a aldeia, pergunta ao seu amigo o que se tinha passado com aquela aldeia que, num espaço de um ano, mais parecia um condomínio de luxo!
“- Então, no dia em que vocês cá estiveram a passar a noite, a nossa vaca caiu do penhasco e morreu. Todos os bastantes da aldeia fizeram uma reunião de emergência, no sentido de encontrar soluções para colmatar essa perda que representava quase 50% do nosso sustento diário. Chegámos à conclusão que necessitávamos de alargar os nossos horizontes, saindo da nossa zona de conforto, e tentado “ganhar” a vida fornecendo os nossos serviços de carpintaria, vendendo os nossos vegetais e frutas, comercializando o nosso pão para outras pessoas que mantivessem um consumo diário regular, e o resto, com muita dedicação, esforço, e trabalho, são resultados que nunca mais pararam de acontecer. Hoje, e graças ao dia em que essa tragédia da morte da vaca, nos trouxe a oportunidade de nos desenvolvermos noutros patamares, recebemos encomendas dos 4 cantos do mundo a quererem os nossos serviços e produtos. Podemos afirmar com convicção que, foi preciso morrer o que nos sustentava e garantia a nossa sobrevivência, para nós evoluirmos para níveis de facturação difíceis de imaginar e explicar!”
Foi tudo o que o mestre quis ouvir, não tendo que acrescentar nada ao discurso do seu amigo, para explicar ao discípulo o resultado dessa grande lição de vida.
Matar a vaca, em linguagem empreendedora, passou a significar fugir radicalmente e literalmente da nossa zona de conforto, abdicando de tudo o que nos possa fazer sentir confortáveis.
A morte da minha vaca, aconteceu naturalmente, pelo desenrolar de uma economia degradada juntamente com uma gestão inexperiente. Foi nessa altura que me virei para internet com a necessidade urgente de colocar o pão na mesa.
Não percebia nada do assunto. Uma vez necessitei de ajuda para resolver um problema que se estava a passar com um site no qual eu não conseguia efectuar o registo. Liguei para um amigo meu que se encontrava no exterior, na esperança que me pudesse auxiliar:
“- Estou João! Preciso da tua ajuda para concluir o registo aqui num site que não estou a conseguir…”
“- Olha Manero, eu não estou em casa, mas faz o seguinte. Faz um print screen que apanhe o problema que estás a ter, envia para mim, e eu assim que possa, já te respondo. – Retorquiu ele do outro lado da linha.
Eu, sem perceber o que ele necessitava, fui ao Google e procurei o que era um “print screen”. A primeira resposta que obtive foi que era uma fotografia à tela do meu computador. Sem hesitar, apanhei da minha máquina fotográfica e já está, tirei a bendita fotografia, e enviei para o meu amigo por e-mail para ver o que ele dizia.
Este pequeno, real, e verdadeiro exemplo, descreve o ponto em que me encontrava naquela altura, face ]as competências que tinha de informática …
O tempo passou, e com ele várias horas de sono investidas ma aprendizagem deste novo mundo. Eu estava fascinado. Deliciado. Encantado com tanta coisa nova que estava a aprender. Teso que nem um carapau, mas muito entusiasmado e focado.
Hoje, 6 anos depois de dedicação a esta maravilhosa actividade, sinto que estou na posição de te passar. Todas as informações necessárias ao desenvolvimento das competências que te permitem viveres uma vida com mais sentido, significado, e, consequentemente mais resultados.
Escrevi um livro. Desenhei e desenvolvi uma academia de marketing digital e desenvolvimento pessoal. Estruturei um programa de coaching pessoal, privado, e personalizado com a duração de 3 ou 6 meses. E dou acessoria a uma consagrada agência de marketing digital em Portugal – a Hostinet – na área da consultoria digital e comunicação.
Isto foi o resultado de uma vida que começou a ser desenhada à pouco mais de 20 anos. Por isso, quando alguém chega perto de mim e me diz que tive sorte, ou que nasci para isto, a minha resposta (depois de respirar fundo e contar até 10) é muito simples – Tudo isto é um resultado de um processo …
Se hoje pudesse destacar um ingrediente responsável por tudo o tenho seria certamente a Coragem.
Coragem de, não só identificar o queria ser na minha vida, como de perseguir desenfreadamente e a todo custo, o meu sonho. Afinal de contas, eu e tu, apenas temos uma hipótese de viver. Imagina que te deram um jogo, para desfrutares dele até ao final, apenas com uma vida! É desta forma que eu sinto a minha vida – não vou ter uma segunda hipótese de a viver de novo, por isso cada momento deve ser vivido com a máxima intensidade.
Espero que tudo o que aqui possas recolher te sirva de inspiração para tenhas, e vivas, uma vida em grande, como eu gosto de lhe chamar.
