Reading time: 3 minutes
A maior parte de nós (a esmagadora maioria mesmo), foca as atenções no dinheiro na esperança de ele nos traga o “Sentido” para a nossa vida. No final percebemos que, se o foco estiver no “Sentido“, este encargar-se-á de trazer o dinheiro e tudo o resto que preenche um coração.
Vou-te contar um segredo – adoro escrever. Gosto mesmo muito de escrever. Aliás, existem 3 coisas que me preenchem enquanto pessoa:
→ Escrever;
→ Ler;
→ Comunicar verbalmente para grandes audiências, seja através de um vídeo, uma transmissão em directo numa qualquer rede social, ou numa palestra.
Podia dizer abertamente que, se o dinheiro não fosse problema, dedicava 100% do meu tempo a essas 3 actividades, com o devido equilíbrio familiar, claro.
Um dos temas que merece a minha atenção, e do qual partilho bastante conteúdo, tem a ver com os nossos comportamentos. Como é que pessoas normais, conseguem ter resultados extraordinários, adicionando dessa forma, mais sentido ás suas vidas para que possam ter tempo de qualidade para desfrutar com os seus ente queridos?
Descobri neste processo que focamos a nossa atenção no sítio errado e, consequentemente, temos resultados errados ou nada satisfatórios. Sendo a tranquilidade financeira um combate que com urgência necessitamos de travar, rapidamente trocamos o Sentido da nossa vida por actividades que nos gratifiquem financeiramente. Mais tarde percebemos que, por muito dinheiro que consigamos ganhar, nunca seremos pessoas completas e realizadas se não descobrirmos o nosso propósito de vida. O que é que fazemos aqui, e porque é que fazemos o que fazemos.
Assisto com frequência a “cabeças” cheias de projectos milionários com crescimentos vertiginosos para que, em 12 meses ou menos, estejamos a “curtir” o tão desejado e ambicionado estilo de vida que vemos nas revistas. Não falando na consistência, conhecimento, e resistência para aguentar todos os desafios que aparecem nesse caminho, percebo que a ilusão cria muito mais felicidade do que a execução. E quando assim é estamos perante um forte sinal de pouca ou nenhuma identificação com aquilo que estamos a fazer.
Este flagelo poderia ser evitado, se entendêssemos que, por mais dinheiro que consigamos ganhar dificilmente iremos encontrar o sentido para aquilo que fazemos se não nos focarmos nisso.
Em contrapartida, não conheço ninguém que viva uma vida em pleno, a fazer aquilo que gosta, com todas as formas de contribuição social que lhes são devidas, que não goze também de uma boa saúde financeira.
Este desejado e merecido equilíbrio é possível se centrarmos a nossa atenção na busca pelas respostas às perguntas certas:
♦ Porque faço o que faço?
♦ O que faria para o resto da minha vida, se dinheiro não fosse problema?
♦ O que é que eu gostava que dissessem de mim, no dia que eu já cá não estiver?
♦ Se eu estivesse a escrever a bibliografia da minha vida, como gostava que terminasse?
Sim, vais ter que responder a essas 4 perguntas se queres fazer parte daquela pequena percentagem de pessoas que não recorre aos “fármacos para dormir”, nem a consultas de psiquiatria para conseguir sair de casa e encarar o maravilhoso mundo que existe lá fora!
Não, não quero que deixes tudo o que estás a fazer para te dedicares a procurar o sentido da tua vida. Até porque, como te disse anteriormente, necessitas de “calar” essa voz da escassez que te possa estar a atormentar. O segredo é que o faças em part time, enquanto trabalhas pelo equilíbrio financeiro em full time.
Quando começas a perceber o que é que vieste cá fazer, a pergunta que te deves fazer de imediato é:
⇒ Como é que eu posso ganhar dinheiro com isto?
Uma vez mais, termino este texto com o desejo de que te seja útil. Foca-te no Sentido e o dinheiro será uma consequência.