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Se segues de perto as boas práticas de Marketing que os mercados usam na divulgação e transmissão da sua mensagem, percebes claramente a transformação e evolução que estas têm sofrido ao longo dos tempos.
São vários os autores que abordam estas temáticas, e todos eles referem o entendimento consensual de ambas partes como a melhor alternativa para se chegar a bom porto com os nossos objetivos, sejam eles quais forem.
Neste contexto existem estratégias implacáveis quando se trata de mais e melhores resultados. Uma das que mais “gozo” me dá escrever, aplicar, e analisar é o “Inbound Marketing“.
Vulgarmente conhecido como Marketing de conteúdo, esta prática é muito mais do que a produção de textos, vídeos e imagens nos seus mais variados formatos. É toda a comunicação que acontece muito antes do contacto ser nosso seguidor, e tem como principal foco, transformá-lo em nosso fã.
Assim sendo, este processo divide-se em 4 importantes fases:
ATRAIR → CONVERTER → FECHAR → ENCANTAR

1º Passo – Atrair
Como já falámos neste capítulo, o foco da produção de conteúdo reside na atracção de novos e selectivos contactos.
Nesta fase, a produção de conteúdo centra-se em dar valor a uma audiência que, embora ainda não faça parte da nossa lista de contactos, identifica-se com a nossa comunicação, procurando evoluir com ela.
Nunca nos devemos esquecer que comunicamos num meio que, grande parte das pessoas já teve em algum momento uma (ou várias) experiência menos boa. Daí que, todo o cuidado na forma como expomos os nossos ideais / o nosso valor, deva ser levado em consideração. Só assim conseguimos “proteger” a nossa margem e ganhar a “patente” da credibilidade;
Ferramentas a usar:
Blog, site, redes sociais, e outras formas alternativas de fazer chegar as nossas publicações aos nossos amigos, como por exemplo, o envio de mensagens personalizadas com o link dos nossos artigos para que também eles possam ficar por dentro do que andamos a fazer. Afinal de contas, são nossos amigos e merecem ter notícias nossas!
2º Passo – Converter
Esta é a porta de entrada para a nossa lista.
Nesta fase, as pessoas que subscrevem a nossa newsletter, por exemplo, já confiam em nós. Elas sentem que, para além do conteúdo de valor que partilhamos, não parece que estejamos aqui para “enganar” pessoas.
Devemos equacionar a hipótese de termos algumas ofertas para presentear quem subscreve o nosso conteúdo. Um ebook, ou um vídeo tutorial que solucione algum problema, é suficiente para mimar os que confiam e incentivá-los a partilhar as nossas comunicações com os seus amigos.
Ferramentas a usar:
Formulários, Landing Pages, páginas de captura com um “lead magnet” que, nada mais é, do que uma “isca digital”, ou seja, algo que nós oferecemos (ebook, mini workshop online, ou tutorial), em troca do seu contacto (nome e email).
3º Passo – Fechar
Quando chegamos aqui com sucesso, sentimos que o processo foi bem executado, e todo o envolvimento e dedicação à estrutura valeu a pena.
Afinal de contas, e hipocrisias à parte, uma das razões que nos leva a fazer tudo isto é, para além do gosto que acabamos por ganhar com este entusiasmante percurso, a entrada de capital! É desta maneira que acalmamos a voz da escassez, e alimentamos a crença que estamos no caminho certo.
Ferramentas a usar:
Sistema de e-mail marketing, ou aquilo a que vulgarmente chamamos de Autorresponder. Este serviço, para além de armazenar o contacto da pessoa que subscreveu a nossa newsletter, permite o envio programado de e-mails desde a sua entrada na nossa lista, sem a nossa interferências direta!
A esta estratégia nós chamamos de “follow Ups”. Estes envios programados, são desenhados de maneira a construírem um funil de marketing que termine na venda, caso seja esse o objetivo dessa campanha.
4º Passo – Encantar
Para a grande maioria, este processo terminaria no passo anterior, uma vez que o grande objetivo foi cumprido – fazer negócio!
Mas na realidade, é neste passo que tudo se inicia.
Vender, uma vez dominada a estratégia, é algo que se faz com relativa facilidade, desde que o que estamos a comercializar satisfaça a necessidade de um mercado. Difícil é transformar clientes em fãs, de maneira a que nos recomendem aos seus círculos de influência.
Para que isso aconteça necessitamos de entregar ao nosso cliente muito mais do que aquilo que ele acabou de comprar, com uma garantia de 100% de satisfação de 30 dias ( no mínimo ). E quando conseguimos surpreender desta maneira os nossos clientes, eles transformam-se em fãs, e os nossos negócios disparam!
Ferramentas a usar:
Conteúdo dinâmico, participação em “master minds”, integração em grupos privados do facebook e salas de skype específicas, elaboração de inquéritos de satisfação e controlo de qualidade, e entrega de bónus de produtividade pelas recomendações.
É importante referir que toda e qualquer estratégia desta natureza deve ser estudada ao pormenor de maneira a que a sua optimização seja o maior possível. Cada caso é um caso, e nunca devemos rotular este procedimentos como “chapa 5” para todos.
Nem sempre os objetivos de uma empresa é aumentar a sua facturação. Existem muitas que optam por campanhas de “brand awareness” – aumentar o conhecimento da marca.
Apesar da aparente complexidade de todo este processo (e é mesmo complexo, principalmente para quem agora se inicia nestes “caminhos”), é sem sombra de dúvida o mais efectivo se queremos perpetuar os resultados da nossa estrutura.
O meu conselho é que não descores este ingrediente, pois ele é um dos motores mais importantes (se não o mais importante) da tua “máquina”. Caso estejas a começar, ou não te sintas muito à vontade com todo este processo de comunicação, procura quem possa e saiba fazê-lo de maneira a que te liberte para aquilo onde só tu podes e sabes fazer a diferença!